Primeiras Impressões - Punho de Ferro tem um grande potencial mas apresenta pouco de ínicio
14.03
2017
Primeiras Impressões – Punho de Ferro tem um grande potencial mas apresenta pouco de ínicio

“Retornando para Nova York após anos desaparecido, Daniel Rand luta contra o crime e a corrupção com suas incríveis técnicas de kung-fu e o poder de convocar as habilidades do temível Punho de Ferro.”

A Netflix estará lançando Punho de Ferro no próximo dia 17 de março para o mundo todo, porém foram liberados para o GeekSaw, seis episódios da nova série da Marvel na plataforma da Netflix.

Ambientada em Nova York, assim como os outros heróis da Marvel na TV, Punho de Ferro apresenta uma premissa totalmente diferente daquilo que já foi mostrado em outras séries. A formação do herói é abordada de uma forma peculiar. Como nos quadrinhos, Danny ainda jovem encontra a cidade de K’un Lun onde ele ganha seus poderes.

Nos quadrinhos, seus poderes são maiores do que a série apresenta de início. Poderemos ter uma evolução com o decorrer dos episódios, porém a série é muito mais realista do que geralmente o estilo Marvel propõe.

Em Punho de Ferro, Danny Rand é um mestre Kung-Fu, que segue à risca todos os conceitos ensinados pelos seus antigos mestres, mas ao ser jogado no mundo real, percebe que honra é algo que não se encaixa no mundo de hoje. Finn Jones consegue trazer isso para o seu papel, onde ele aparenta ser alguém totalmente inocente, onde as pessoas usam ele, pois ele acredita que o mundo é aquilo que ele aprendeu em seu treinamento, onde todos seguem as regras morais.

As coreografias da série continua com a qualidade que vimos em outras da Marvel na Netflix, porém a diferença é que dessa vez, vemos as lutas de Danny Rand mais parecida como uma dança ao se comparar com as lutas do Demolidor, que são muito mais sangrentas e causam muito mais estragos ao nosso herói sem medo.

A trama de Punho de Ferro é basicamente a volta de Danny Rand ao mundo, onde ele precisa lidar com seus familiares remanescentes, que no caso criam uma subtrama que às vezes é melhor do que própria trama principal, isso por causa das atuações de Jessica Stroup (Joy Meachum) e Tom Pelphrey (Ward Meachum) que fazem com que o espectador tenha uma mistura de raiva e felicidade em alguns dos episódios da série.

O maior problema de Punho de Ferro é a falta de profundidade do herói. Suas decisões e a forma de lidar com algumas circunstancias são bastante superficiais e atrapalham na identificação com o personagem. Claro que isso pode mudar com o decorrer da série, mas o que nos foi apresentado, ele se torna uma personagem oco em sua própria trama, onde até mesmo os vilões conseguem trazer mais profundidade do que o próprio herói.

Porém seria incoerente dizer que a série é ruim, sendo que somente 6 episódios foram liberados para todo mundo e isso pode mudar drasticamente conforme continuar a série. O 5 primeiros episódios de Demolidor e os 4 primeiros de Jessica Jones apresentam inconsistência nos personagens também, mas evolui quase 100% no decorrer dos outros episódios.

Para quem gosta dos filmes antigos de Kung-Fu definitivamente irá amar Punho de Ferro. Finn Jones se mostra um grande lutador e convence como mestre Kung-Fu. Além disso você irá encontrar referências de grandes filmes do gênero.

A música de abertura da série, lembra bastante os games de Mortal Kombat e a série passa a sensação de que um grande combate espera por Danny Rand e definitivamente estamos ansiosos para que isso aconteça, assim como em grandes filmes de Kung-Fu.

Punho de Ferro tem potencial para se tornar uma boa série da Marvel, porém ainda não convence. Tudo isso pode mudar em questão de episódios. Se você é fã de quadrinhos e se deparar com o grande vilão da série, irá entender aonde eles querem chegar com Punho de Ferro.

A Netflix programou o lançamento de Punho de Ferro para 17 de Março deste ano!

Primeiro Batman antes de Bruce Wayne. Extrovertido e sem graça. Uma mistura de piadas ruins e clichês, e um senso de humor gigante para rir delas. Editor chefe do GeekSaw. Apaixonado pela “Bigscreen” e por tudo que é novidade.


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Tema por Gabriela Gomes