Crítica – Homem Formiga e a Vespa
29.06
2018
Crítica – Homem Formiga e a Vespa

Após o grande final em Guerra Infinita, a Marvel Studios está trazendo para o Brasil a nova aventura de Scott Lang, Dr.Hank Pym e Hope Van Dyne com Homem-Formiga e a Vespa.

Confira a sinopse:

Scott Lang lida com as consequências de suas escolhas tanto como super-herói quanto como pai. Enquanto tenta reequilibrar sua vida com suas responsabilidades como o Homem-Formiga, ele é confrontado por Hope van Dyne e Dr. Hank Pym com uma nova missão urgente. Scott deve mais uma vez vestir o uniforme e aprender a lutar ao lado da Vespa, trabalhando em conjunto para descobrir segredos do passado.

Após o estrondoso sucesso de Vingadores: Guerra Infinita, o Universo Cinematográfico da Marvel precisava seguir em frente, mesmo com todo o sentimento de perda e devastação. Eles escolheram Homem-Formiga e a Vespa para “acalmar” os nervos dos telespectadores e dar um aceno como “Hey, nós somos a Marvel”. Com Homem-Formiga e a Vespa esse tipo de refresco é muito bem recebido. O filme conta a história de Scott Lang e o que aconteceu com ele após Guerra Civil.

Paul Rudd volta a interpretar Scott Lang, que agora se encontra em prisão domiciliar devido aos seus atos em um aeroporto alemão. Ele leva a vida tentando se manter na linha para poder desfrutar da companhia de sua filha e poder controlar os seus negócios. O Dr. Hank Pym (Michael Douglas) e Hope van Dyne (Evangeline Lilly) estão foragidos, porém um estranho experimento faz o trio se reunir novamente.

Homem-Formiga e a Vespa traz um tom familiar, é definitivamente a melhor família do Universo Marvel. Hank, Hope e Scott formam uma união diferente que se completam em suas falhas. A química do trio é o que move o filme, independente de seus poderes e afazeres. Traz o frescor necessário para que os fãs deixem de lado por um momento todo o inferno causado por Thanos. Particularmente, após Guerra Infinita eu não conseguia mais assistir outro filme da Marvel e Homem-Formiga e a Vespa me fizeram acreditar que tudo poderia ficar bem e é desse aceno que melhorou minha aura para o que pode vir no futuro.

O roteiro segue os conceitos do primeiro filme, bastante equilibrado e bem amarrado para que todos possam entender o que está acontecendo. Leve em conta que o personagem de Michael Douglas é um gênio e sua filha também, porém eles estão lidando com Scott Lang que no máximo é um ótimo engenheiro. As cenas em que Hank e Hope conversam sobre física quântica, Scott se transforma na piada deixando todo aquele papo mais leve. Além disso, o passado volta a assombrar as escolhas dos personagens e a missão faz com que todas essas pontas do passado sejam seladas para que o futuro finalmente chegue para a franquia.

O drama familiar que o filme aborda se trata de perda, princípios e o legado que isso proporciona. Esse tipo de drama é levemente abordado para que não se torne tão trágico quanto realmente é. Por essa razão, o alívio cômico chega em todos os momentos para suavizar a perda, sendo elas o humor marcante de Paul Rudd com a tecnologia do Homem-Formiga com problemas, transformando o personagem pequeno quando precisa ser grande e vice-versa.

O humor do filme é realmente o ponto alto, com Michael Peña que interpreta o amigo/sócio de Scott fazendo suas recapitulações icônicas do primeiro filme elevado a um nível ainda maior. É uma aventura empolgante e o CGI utilizado deixa as coisas ridiculamente engraçada, principalmente em seu terceiro ato, que nos faz lembrar os desenhos animados. A produção do CGI além de ser usadas para o humor também são de altíssimo nível quando usado para rejuvenescer os atores Michael Douglas e Michelle Pfeiffer. O trabalho é tão incrível que a impressão que fica, é que eles filmaram isso a 20 anos atrás.

O elenco é recheado de estrelas com a volta de Michael Douglas e com a adição de Laurence Fishburne e Michelle Pfeiffer. Fishburne interpreta Golias, um antigo amigo e parceiro de Hank em seus dias como Homem-Formiga, ele também é um gênio que encontra uma forma de usar todo o seu conhecimento para ajudar uma pessoa devastada pelas escolhas do passado.

Peyton Reed dirige o filme que segue fiel ao seu antecessor e sua visão de comédia romântica é aplicada. Devido ao gênero de super-heróis, esse tipo de conceito fica em segundo plano, mas quando somos apresentados ao terceiro ato, sabemos que em seu âmago é uma comédia romântica familiar depois de tudo.

O Universo Cinematográfica da Marvel ganha muito com essa nova parcela do Homem-Formiga e esse subgênero encaixado, mostra que o futuro pode ser bastante promissor, abrindo caminhos para mais e mais histórias deste cunho.

 

Conclusão

Homem-Formiga e a Vespa é uma aventura divertida, altamente engraçada e doce. Traz a leveza e o frescor que era necessário para o universo Marvel. O elenco conta com atores renomados, mas que não exige muito deles. Paul Rudd volta a pele do Homem-Formiga e traz o humor de forma leve e eficaz para o seu papel, além de finalmente se encontrar no papel e fazer dele icônico. Evangeline Lilly se envolve em um drama sobre perda e o que isso significa na construção do seu caráter e faz tudo isso com uma força tremenda e se tornando uma personagem “Girl Power”. O filme é uma das melhoras comédias desse universo, diferente da visão de Taika Waititi e James Gunn, mas com uma qualidade às vezes superior.

 

Nota: 9

Homem-Formiga e a Vespa chega aos cinemas no dia 04 de Julho.

Primeiro Batman antes de Bruce Wayne. Extrovertido e sem graça. Uma mistura de piadas ruins e clichês, e um senso de humor gigante para rir delas. Editor chefe do GeekSaw. Apaixonado pela “Bigscreen” e por tudo que é novidade.


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Tema por Gabriela Gomes