Stephen King é uma das vozes mais influentes do terror, e suas recomendações costumam chamar atenção para o trabalho de outros criadores. Às vésperas do Halloween, o escritor elogiou um filme de terror que não é uma adaptação de uma obra sua: The Cycle, disponível na plataforma Shudder, da AMC.
O longa é estrelado por Deborah Ann Woll, de Demolidor: Renascido, e Jeffrey Donovan, de Burn Notice. A produção vem despertando interesse por uma grande reviravolta que chamou a atenção até de fãs experientes do gênero e colocou em evidência o diretor Jordan Downey.
Depois de assistir a The Cycle, Stephen King publicou uma reação favorável, descrevendo o filme como uma mistura de O Enigma de Outro Mundo com O Silêncio dos Inocentes. A comparação gerou algumas discordâncias sobre sua precisão, mas o escritor parece ter tomado cuidado para não revelar demais sobre a trama.
Qual é a história de The Cycle?
Em The Cycle, Deborah Ann Woll interpreta Megan Garland, uma antropóloga forense que ajuda a polícia a solucionar assassinatos. Meg é procurada pelo policial local Ian, interpretado por Will Hochman, para investigar como uma mãe e uma filha foram mortas por aquilo que parece ser um animal de tamanho impossível.
A situação fica ainda mais estranha quando um terceiro corpo é encontrado: o de Peter Stump, vivido por David Myers Gergory, pai desaparecido de Meg. Trinta anos antes, ele havia abandonado a família em pânico durante uma noite misteriosa.
Embora Peter esteja morto há um mês, o corpo continua preservado, e ninguém consegue explicar como foi parar em um campo perto do local de um duplo assassinato.
Meg, Ian e o pai do policial, o Tenente Marks, interpretado por Jeffrey Donovan, passam a investigar o caso. Porém, a situação fica cada vez mais estranha. Logo, a criatura que eles nem sabem que estão procurando começa a persegui-los, levando a uma descoberta que desafia as leis da ciência e combina elementos clássicos do terror de uma maneira diferente.
Atenção: spoilers importantes de The Cycle a partir daqui
The Cycle mistura lobisomem e zumbi em sua grande reviravolta
A grande revelação de The Cycle é que a história não trata apenas de uma investigação de assassinatos em série: trata-se de um filme de lobisomem.
Peter Stump contraiu licantropia, apresentada no filme como uma doença, enquanto trabalhava em uma plataforma de petróleo. Para proteger Meg e a mãe dela, decidiu abandoná-las e procurar uma forma de se livrar da condição, recorrendo aos métodos tradicionais das lendas, como balas de prata.
Depois que todas as tentativas falharam, Stump tirou a própria vida, acreditando que era a única maneira de impedir que sua família corresse perigo. Entretanto, a maior reviravolta de The Cycle é que a licantropia não precisa de um hospedeiro vivo: um cadáver também pode se transformar.
A cada lua cheia, o corpo de Peter Stump se transforma em um lobisomem vivo. Quando o ciclo termina, a criatura volta a ser um cadáver. Isso coloca Meg diante de uma pergunta científica desconcertante: como matar um monstro que já está morto?
A mistura das mitologias de zumbis e lobisomens traz uma abordagem diferente tanto para o drama emocional de um familiar perdido quanto para o terror protagonizado pela criatura.
Para quem gosta de histórias de lobisomens, The Cycle merece atenção, segundo a avaliação do autor da notícia. Apesar do orçamento modesto, a investigação de assassinatos e a protagonista marcada pelo passado lembram O Silêncio dos Inocentes. Já os efeitos práticos e a maquiagem do lobisomem-zumbi remetem ao estilo de O Enigma de Outro Mundo, de John Carpenter.
The Cycle está disponível no Shudder.
Fonte original: comicbook.com

