Review | Assassins Creed Origins
12.12
2017
Review | Assassins Creed Origins

Assassins Creed é um daqueles jogos que já é famoso só pelo nome com milhões de fãs em todo o mundo, mas de um tempo pra cá, com títulos saindo ano após ano começou a cair na mesmice, isso não quer dizer que os jogos anteriores foram ruins, apenas que a série estava precisando de um tempo maior para dar uma repaginada, e após 2 anos de espera a Ubisoft nos apresenta seu novo título, Assassins Creed Origins, que nos mostrará o antigo Egito e toda a sua beleza e mistérios.

Na grande maioria dos títulos de Assassins Creed um tema que sempre está presente é a vingança, e parece que a Ubisoft gosta mesmo de abordar isto, pois neste novo episódio não é diferente, nosso protagonista perde um ente querido e a partir daí da se início a uma caçada aos responsáveis, mesmo parecendo clichê, com a nova história apresentada você não vai se desapontar, Assassins Creed Origins tem bagagem para se tornar o melhor da franquia!

O Medjai Bayek e sua águia Senu

Uma história de vingança (mais uma vez)

Na história controlamos Bayek, ele é um medjai, um guerreiro que pertence a uma unidade de elite formada no Antigo Império, os medjais são representantes verdadeiros do dever, da honra e da ferocidade. Todos os medjais possuem um brasão, o olho de Hórus, o portador deste brasão é encarregado da proteção do povo do faraó. Como também eram os guardas de maior confiança do faraó, os medjais são defensores supremos dos deuses e do povo.

Em um dado momento Bayek é emboscado e feito prisioneiro junto com seu filho Khemu, numa tentativa de fuga ele luta com um de seus opressores, mas, envolvido no conflito, Khemu é assassinado diante dos olhos de Bayek, o que faz com que ele deixe seu posto de medjai, tornando-o assim, o primeiro dos assassinos.

Agora, buscando vingança, ele tenta encontrar os cinco responsáveis que estavam envolvidos na morte do filho, cinco mascarados, sendo eles, a serpente, a garça, o íbis, o abutre e o carneiro, Bayek só os conhece através das máscaras e fará de tudo para encontra-los, e para isso contará com a ajuda de aliados por todo o Egito além é claro, de sua esposa Aya, que assim como ele quer vingança pela morte do filho.

Bayek e seu filho Khemu

 Um mundo aberto de encher os olhos

Este novo Assassins Creed se difere bastante de seus antecessores, ele segue o mesmo conceito de mundo aberto, porém, temos novidades na exploração e na evolução tanto de Bayek quanto de suas vestimentas e equipamentos.

O sistema de evolução foi implementado e agora nosso personagem ganha nível à medida que luta com vários adversários e/ou completa missões principais ou secundarias, uma barra com um indicador numérico mostra o andamento da evolução e quanto ainda falta para o próximo nível, além de mostrar o nível atual de Bayek. Cada nível ganho nos concede 1 ponto para usar na árvore de habilidades que possui 3 classes, caçador, guerreiro e vidente com dezenas de habilidades que irão te ajudar ao longo da jornada, muitas destas habilidades incluem ganho de experiência adicional, por exemplo ao executar assassinatos furtivamente, equipar mais de uma arma em Bayek tendo possibilidades diferentes durante os combates e até mesmo lançar bombas de fogo ou dardos envenenados.

Os pontos de habilidade também podem ser obtidos através de certas atividades pelo mundo, como por exemplo explorando tumbas.

Árvore de habilidades bem generosa

Já as armas, além de possuírem nível, também possuem uma classificação entre simples, raro e lendário, uma numeração que define a qualidade da arma e outra numeração que mostra o dano por segundo que ela causa, elas também possuem habilidades equipadas como envenenamento, dano de acerto crítico, sangramento em acerto, entro outras, escudos tem as mesmas características com exceção do dano por segundo, que dá lugar a um número de pontos de vida que somam aos pontos de Bayek.

Sempre aparecerá uma arma mais forte

O mapa está gigantesco, e parece ser o maior da franquia, todas as localidades são ricas em detalhes e na sua maioria cheia de pessoas com cotidiano e afazeres, e possível interagir com quase todas elas, algumas até pedem algum favor que se torna uma missão secundária, concedendo xp, dinheiro e itens importantes.

Animais selvagens estão espalhados por todo Egito, e agora é possível caça-los para pegar pele, carne, penas, tudo isso pode ser usado para a evolução de equipamentos, mas também pode ser vendido, essa nova modalidade lembra muito Far Cry. Além disso também se pode domar alguns animais e usar a nosso favor, fazendo-os atacar nossos inimigos, claro que você irá precisar de uma habilidade especifica para isso.

Um covil de najas

A exploração e mapeamento das regiões conta com uma ajuda muito importante, Bayek possui uma águia chamada Senu, é com ela que você vai sobrevoar todo o mapa do Egito, além de marcas alvos, encontrar itens escondidos, missões, etc, com habilidades adquiridas ao longo do jogo podemos fazer Senu atacar inimigos e atordoa-los para que Bayek possa finaliza-los, é uma ajuda de muito valor.

Senu sobrevoando e marcando um alvo

Com um mapa tão grande assim era de se esperar que alguns problemas pudessem acontecer, vez ou outra as texturas podem sumir repentinamente, erros de colisão acontecem também, como a vestimenta de Bayek entrando em paredes, ou mesmo transforma-lo em um homem com cabeça de camelo, são problemas aceitáveis, visto tudo que o jogo tem a oferecer.

Homem com cabeça de camelo? ou camelo com corpo de homem???

Fora a história principal, que por si só já é ótima, Assassins Ceed Origins conta com uma lista enorme de tarefas que podem ser feitas para acrescentar tanto para sua jogatina quando para sua evolução, pois haverá momentos que você se sentirá obrigado a fazer missões secundarias para poder evoluir Bayek.

Todas as missões têm uma classificação de nível para serem executadas, você até pode se arriscar a tentar passar estando em um nível mais baixo, mas prepare-se para enfrentar inimigos poderosos que te matarão com um único acerto além de seus ataques causarem dano mínimo neles, realmente a evolução vai ser necessária.

Os inimigos têm um sinalizador de nível em cima da cabeça mostrando se a ameaça é problemática ou não, alguns deles aparecem com uma caveira vermelha ao invés do nível, nesses eu posso aconselhar a não enfrentar, é morte certa, você ainda não é páreo para estes inimigos.

Um em particular é um NPC que fica viajando, e seu objetivo é matar o medjai, então cuidado, o jogo soa uma trombeta quando você está muito próximo dele, é um inimigo formidável.

um dos Phylakes, implacável no inicio, logo vai ser mais uma vitima do assassino

Dentre as missões que se pode encontrar temos caçadas em covil de animais, tesouros e tumbas escondidas, corridas de biga, temos locais onde se pode enfrentar pequenos e médios exércitos, fortes altamente protegidos, entre outras coisas que você irá descobrir.

Um covil de hipopótamos, papai e mamãe estão em casa

As localidades na sua maioria são enormes estruturas e estão muito bem detalhadas, com símbolos de faraós antigos, estatuas de pessoas importantes, além é claro das magnificas pirâmides e a esfinge, figuras conhecidas da história também aparecem no jogo como a rainha do Nilo Cleópatra.

O sistema de luz e sombra está impecável, todos os cenários estão lindos visualmente, principalmente áreas com vasta vegetação, até mesmo o deserto mostra uma beleza assustadora com todo aquele “mar de areia” que se perde aos olhos, o clima dinâmico também funciona muito bem com transações de dia e noite, alguns eventos estranhos também podem acontecer aleatoriamente durante o jogo como tempestades de areia, ou até mesmo um enxame de insetos que irá deixar o céu preto, não é um bom lugar para se estar nesta hora.

Um enxame de insetos ao fundo, a quantidade é absurda

Conclusão

Assassins Creed Origins tem sim bagagem para ser o melhor jogo da franquia, com um mapa gigantesco para ser explorado, uma fauna diversificada, várias missões com níveis específicos, exploração de tumbas perdidas, um sistema de evolução no melhor estilo RPG e gráficos que fazem jus a nova geração, mas não podemos deixar de citar algumas falhas nas texturas e em erros de colisão que acontecem vez ou outra, pequenos erros que podemos aceitar, claro que ainda a muito tempo para que futuras atualizações corrijam esses e outros problemas que possam vir a acontecer. O fato é que, com dois anos de espera por esse título, a Ubisoft fez um tremendo trabalho, fãs irão amar Origins, e quem nunca jogou, pode começar agora e conhecer da melhor forma possível a origem dos assassinos!

O jogo conta com dublagem em português e já esta disponível para Playstation 4, Xbox One e Pc.

 Nota 9.5   

Senu, linda e majestosa

Membro do S.T.A.R.S ao lado de Chris, apaixonado por games desde sempre, extrovertido e amigão da vizinhança, segundo super-soldado conhecido pela humanidade e chamado de Nash, analista de games do Portal GeekSaw.


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Tema por Gabriela Gomes