Review - The Solus Project (Playstation 4)
22.11
2017
Review – The Solus Project (Playstation 4)

Você que gosta de filmes com viagem espacial e de explorar o desconhecido, prepare-se pois The Solus Project chega para te transportar há um planeta alienígena onde você irá descobrir que nada pode ser mais perigoso do que a mãe natureza.

The Solus Project é um jogo Indie desenvolvido pela Teotl Studios e distribuído pela Grip Digital, apresenta ótimos gráficos, uma sonoplastia fantástica e uma história que vale a pena ser conferida.

Procurando um novo lar

O ano é 2115, cientistas identificaram uma estrela de classe-B que viaja em direção a Terra. A ameaça é de destruição total do planeta, então um projeto visando a sobrevivência da espécie humana começa e em 2149 três gigantescas espaçonaves colônia foram lançadas ao espaço, chegando em uma zona segura perto de Plutão, levando consigo alguns milhares de humanos a fim de encontrar um novo lar.

Em 2151 a Terra é totalmente destruída.

Sem nenhum lugar para ir, e com os recursos das naves se exaurindo, 5 naves exploradoras são enviadas para 5 mundos distantes. Esses pioneiros iniciaram a primeira jornada interestelar, para corajosamente ir, onde a humanidade pudesse recomeçar.

Com essa introdução interessante começamos nossa aventura.

15 anos se passaram, e abordo da TSP-3 (The Solus Project 3) chegamos em Gliese-6143-C, um planeta ainda desconhecido pela raça humana, pelo menos por enquanto…!

Voando próximo ao planeta, algo atinge a nave vindo da superfície, o que resulta na destruição da TSP-3, e nos força a abandona-la em um modulo de fuga.

Com um pouso bem desastroso conseguimos pisar em solo, mas sem nenhum mecanismo de comunicação, e sem poder entrar em contato com a nave mãe, o jeito é partir para a exploração do planeta e tentar encontrar suprimentos básicos e talvez partes da nave destruída que ainda possam ser uteis.

Amigo improvável

Agora no controle de Octavius Sken (ou Octavia caso você queira um personagem feminino) logo ao sair do modulo nos deparamos com um equipamento que vai ser nosso único companheiro (se é que podemos chamar assim) durante toda a exploração, esse equipamento chamado Wilson é um PDA (Personal Digital Assistant ou Assistente Digital Pessoal) que nos ajudará e nos orientará no planeta, ele marca e mostra fatores de suma importância para a nossa sobrevivência, como o estado da saúde, calorias e hidratação do nosso corpo e se precisamos dormir, também mostra estatísticas do planeta como temperatura ambiente, velocidade do vento, porcentagem de oxigênio, umidade e/ou toxidades no ar, afinal, podemos morrer de diversas maneiras diferentes, basta se descuidar e é game over.

Algumas das formas de morte em Gliese-6143-C incluem fome, sede (estes sendo bem fácil de evitar), hipotermia (você irá morrer muito deste efeito), e acredite, caso não tenha boas horas de sono pode morrer de cansaço, e não basta dormir em qualquer lugar, terá que encontrar um local adequado, com boas condições, protegido de chuva, vento e bem aquecido, caso contrário, você pode acordar em condições piores do que quando foi dormir.

Controles e Jogabilidade

The Solus Project é um jogo para apenas um jogador e possui visão em primeira pessoa, não possui combates, é focado totalmente na sobrevivência e exploração, mas não pense que vai ser tedioso, a inúmeras áreas a serem exploradas com dezenas de objetos escondidos em todas elas.

Os comandos, apesar de muitos, são fáceis de decorar e basta alguns minutos de jogo para que você os aprenda, praticamente todos os botões do controle tem utilidades, mas nada complexo, botões para pulo, pegar e soltar objetos, abaixar ou teleportar são algumas das opções, mesmo que você não decore, o jogo possui uma opção para lhe mostrar os controles a qualquer momento.

Gráficos e Sonoplastia

Usando o motor Unreal Engine 4, The Solus Project possui belos gráficos, plantas e vegetação em geral são bem trabalhados e não passam aquela sensação de que são feitos de papel, o céu também é rico em detalhes, principalmente a noite quando fica cheio de estrelas, é possível até ver estrelas cadentes passando, já alguns objetos como partes da nave destruída ou mesmo paredes não tem um trabalho tão bom, mas só chegando bem perto para notar.

Agora a sonoplastia é fantástica, durante a exploração é possível passar por diversas mudanças climáticas no planeta, dia e noite sempre estão presentes (é possível mudar a velocidade de transação de dia para noite, deixando mais longo ou mais curto de acordo com sua vontade) tempestades, furacões, e ventania são alguns exemplos do que pode acontecer e ouvir cada uma dessas variações climáticas é um show para os ouvidos, passar por cima da vegetação, caminhar dentro de cavernas no momento em que o PDA está falando causara um eco, a água do mar batendo nas rochas ou mesmo quando estamos nadando, também é possível ver e/ou ouvir pedaços da nave caindo em vários momentos do jogo, recomendo fortemente a usarem fones de ouvidos, pois o áudio 3D deixara tudo muito mais interessante.

Uso do Playstation VR (obrigatório) opcional

Tendo gráficos bons, uma sonorização excelente e uma exploração cativante, jogar The Solus Project é uma experiência muito gratificante, mas, se você possuir um Playstation VR vai elevar várias vezes toda essa experiência, a exploração usando o óculos é inigualável, terá a sensação real de escala das estruturas, tente parar na beirada de um penhasco olhando para o mar, você vai sentir um frio na barriga, ou mesmo olhar um furacão se aproximando, neste momento a trilha sonora nunca foi tão importante.

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Um fator que incomodou um pouco são os loads, logo antes de começar a jogar ou quando entramos em uma nova área, eles levam quase 1 minuto, mas é compreensível devido a qualidade e tamanho dos cenários.

Conclusão

The Solus Project é um ótimo jogo de exploração e sobrevivência, sobreviver ao planeta não será fácil, porém passar por todas as mudanças climáticas é algo que vale a pena conferir, o Unreal Engine 4 faz bem o trabalho e apresenta belos gráficos e o jogo possui uma excelente sonoplastia, se aplicado ao PSVR as sensações são aumentadas diversas vezes, os comandos são fáceis de executar e não necessitam de várias horas para serem dominados, o jogo tem loads demorados que podem chegar ou passar de 1 minuto e também não possui dublagem ou legendas em português, por outro lado tem um custo benefício bem razoável, U$20,00 dólares na PSN americana e R$61,50 reais na brasileira, possui 42 troféus distribuídos entre ouro, prata e bronze e mais a platina.

Já está disponível para Playstation 4 e também Xbox One e PC 

 

 Nota 8.5

Membro do S.T.A.R.S ao lado de Chris, apaixonado por games desde sempre, extrovertido e amigão da vizinhança, segundo super-soldado conhecido pela humanidade e chamado de Nash, analista de games do Portal GeekSaw.


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Tema por Gabriela Gomes