ANÁLISE| Mirai Nikki, Um Jogo de Deuses.

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Mirai Nikki 未来日記 (que em português quer dizer “Diário do Futuro“) é um mangá shōnen escrito e ilustrado por Sakae Esuno, (o mestre das incoerências) produzida pelo estúdio Asread e só chegou ao Brasil em 2013, pela editora JBC. Contem 26 episódios e 11 Ovas (complementos e historias paralelas a original)

Dado as informações básicas, vamos ao enredo. A Sinopse não convence, mas a trilha sonora da abertura é de tirar o folego. Se você prestar atenção na primeira abertura, existem mais spoilers do que abelha, no carro do tio que vende caldo de cana. É macabro. O anime tem uma ligação com a mitologia, mostrando o nome de 12 deuses romanos. (Coincidência?).

A historia começa com Amado Yukiteru, um garoto estranho, medroso e de poucos amigos e escreve tudo que vê em seu diário, no celular. Ele tem um amigo, que ele pensa ser imaginário, o deus EX MACHINA e sua serva, murumu.

Yuki, tem uma reviravolta em sua vida, quando é escolhido para participar de um jogo, que é de vida ou morte. Ele é apenas um dos 12 participantes, ele vai descobrir que um diário pode ter muitas funções. Então, tudo parece melhorar para Yuki, ou é o que ele pensa.

Uma personagem chamada, Yuno Gasai. Linda, misteriosa aparece no caminho de Yuki. Imagine o garoto mais antissocial da escola e a garota mais bonita, pois bem, em um anime, tudo pode acontecer.

(Sonhar não faz mal, vai tentando…)

É hilário ver algumas cenas, você realmente vai ver de tudo nesse anime.

Existe uma grande caçada, episódios de humor, com piadas sem graça e episódios sombrios. Mostra uma relação direta de suas escolhas e motivos pelo quais luta por seu futuro.

Ninguém é exatamente o que aparente ser, nunca. Tudo sempre parece girar em torno de alguns personagens específicos. Existem varias historias entrelaçadas por esse jogo. O anime tem uma historia interessante, mas não é pra criança.

Uma personagem permanece como incógnita e só é desvendada totalmente, nos últimos capítulos. Você vai tentando entender quem é quem, e mais, em que mundo está.

( Professor paradoxo acaba de curtir isso)

O ultimo episodio, fez com que minha massa cefálica quase entrasse em colapso. Você vai se enganar facilmente com esse anime e no final vai acabar gostando. ( suas únicas palavras serão, WTF? )

Tem muitos episódios enrolados, até chatos, mas, sempre tem uma ligação importante para o desenvolvimento do enredo e da própria historia dos personagens.

As ações criam um verdadeiro efeito dominó. É absurdo, às vezes incoerente, sendo essa a graça, mas em nenhum momento não se contradisse e nem deixou de ser plausível dentro daquela realidade.

Mirai Nikki vai continuar e não é a produção daquele dorama e sim em uma animação. A segunda temporada, eu acredito que seja uma série de OVA inclusa nos volumes finais do BD. 

( tem apenas um episodio disponível, da serie Redial)

Spin-offs: O Diário do Futuro é complementado por duas histórias paralelas, ambas igualmente escritas e ilustradas por Sakae Esuno. A primeira, Mirai Nikki: Mosaic, tem cinco capítulos e acontece ao mesmo tempo que o início da história principal, mas focaliza acontecimentos da história de outro portador do diário. A segunda, Mirai Nikki: Paradox, também é contada em cinco capítulos, e se passa em uma linha temporal alternativa na qual alguns eventos decisivos se passam diferentemente no início da história e começou a ser publicada na nova revista Young Ace em julho de 2009, sendo encerrada em fevereiro de 2010.

Conclusão: Se você quer assistir um anime surpreendente, que faça você rir, não dormir direito a noite e até chorar, Mirai Nikki é uma ótima indicação. Um anime inteligente, metódico, improvável, contraditório e bem realista, em questão do cotidiano de muitas pessoas. Não foi feito para ser censurado. Então, se ajeite no sofá e cuidado para não perder a cabeça.

O mangá tem um final mais agradável para os “shippadores”de plantão. Mas, no anime, como sempre, nada é o que você imagina que é. Então, quando assistir o ultimo episodio, respire fundo e não pisque.

..e até o próximo jogo.