Confira nossas primeiras impressões de 'American Gods'
American Gods tem tudo para surpreender. Confira as primeiras impressões da série
17.04
2017
Confira nossas primeiras impressões de ‘American Gods’

Um grande sucesso da literatura dos Estados Unidos está prestes a estrear sua adaptação televisiva. American Gods, um romance nada convencional lançado em 2001 pelo escritor Neil Gaiman, onde os deuses são reais e conduzem uma batalha entre eles pela atenção da humanidade.

A Amazon Prime Video liberou para o GeekSaw os 4 primeiros episódios da série, no qual fizemos uma análise geral sobre tudo o que vimos, sem spoilers!

Assim como no livro, American Gods começa mostrando o protagonista Shadow Moon (Ricky Whittle), em seus últimos dias na prisão. Poucos dias antes de ser solto, Shadow conversa ao telefone com sua esposa, Laura Moon e, pouco tempo depois, recebe a notícia de que, Laura, interpretada por Emily Browning, morreu de forma inesperada. E as cenas que aparentam um pouco de normalidade na série, acabam por aí.

Já fora da prisão, ao pegar um avião para voltar pra casa, Shadow conhece um homem muito misterioso que se apresenta como Mr. Wednesday, interpretado pelo incrível Ian McShane, que se mostra uma ótima escolha para um personagem tão peculiar. Mr. Wednesday contrata Shadow para viajar com ele recrutando antigos deuses para recuperar sua força perante a humanidade.

Haverá uma guerra entre os deuses antigos e os novos mitos, tudo pela busca da atenção humana. No meio disso tudo, está Shadow, um homem sem muitas emoções e crenças, que precisará mudar o seu modo de viver e pensar, já que foi levado ao centro deste violento conflito mitológico. Neste sentido, a série surpreende mostrando cenas onde Shadow pensa que está alucinando com sua própria esposa e, de repente, se vê dentro de um universo no maior estilo Matrix. É surreal.

Vários pontos de vista culturais são abordados na história. American Gods divaga sobre o tempo em que a humanidade tinha crenças em criaturas mitológicas muito poderosas, onde os humanos acreditavam que seus deuses necessitavam de sacrifícios para conceder os seus desejos. E faz um paralelo com os deuses atuais, mais acessíveis, que tornam as coisas mais fáceis e mais atraentes, mas que continuam escravizando os humanos, sem que eles percebam. Um dos exemplos é o deus da Tecnologia (Bruce Langley), um dos mitos modernos criados dentro de nossa própria casa. Quando os homens pensam que estão no comando, na verdade, estão dentro de um jogo organizado pelos deuses.

A abertura da série é alucinante e um tanto perturbadora. Cowboys de neon, centauros, Budas assustadoramente sorridentes, astronautas crucificados, alguns ícones divinos do antigo Egito, todos reunidos formando um grande totem.

American Gods é cheia de momentos de fantasia, interlúdios com cenas muito interessantes, que podem parecer absurdas para quem não conhece a obra de Neil Gaiman, mas tem todo o aval do livro original. A fotografia é sombria e muito bonita. A comparação com um dos projetos anteriores do produtor executivo da série, Bryan Fuller, é inevitável. Hannibal, exibida entre 2013 e 2015 na NBC, apesar de ter sido cancelada, foi um marco visual na produção de séries para a TV aberta americana. Fuller convidou parte do elenco de Hannibal para fazer parte de American Gods, que, assim como sua antecessora, exibe muito sangue, fraturas expostas, chuva em câmera lenta e seres mitológicos assustadoramente reais.

Assista ao trailer de American Gods, que estreia nos Estados Unidos dia 30 de abril e mundialmente dia 1 de maio pela Amazon Prime Video.

Webdesigner, jornalista, gosta de esportes (principalmente tênis), cinema e de gente talentosa. www.amaisdesign.com.br

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Tema por Gabriela Gomes