Crítica – Cinquenta Tons de Liberdade
07.02
2018
Crítica – Cinquenta Tons de Liberdade

A Universal Studios está trazendo para o Brasil a conclusão da trilogia de E. L. James, com Cinquenta Tons de Liberdade. O longa traz de volta aos papéis Jamie Dornan como Christian Grey e Dakota Johnson como Anastasia Steele.

Confira a sinopse abaixo:

Superados os principais problemas, Anastasia (Dakota Johnson) e Christian (Jamie Dornan) agora têm amor, intimidade, dinheiro, sexo, relacionamento estável e um promissor futuro. A vida, no entanto, ainda reserva surpresas para os dois e fantasmas do passado como Jack Hyde (Eric Johnson) e Elena Lincoln (Kim Basinger) voltam a impedir a paz do casal. Adaptação da última parte da trilogia de E. L. James iniciada em Cinquenta Tons de Cinza (2015).

Quase um ano depois do lançamento de Cinquenta Tons Mais Escuros, chega aos cinemas no dia 07 de fevereiro a continuação e o desfecho tão esperado pelos fãs, da trilogia Cinquenta Tons de E.L. James.

Dessa vez, temos uma grande mudança, pois, começamos o filme com a mudança de nome de Anastasia, que passa de Steele para Grey. Sim, já a conhecemos como Sra. Grey e o casal passa a lua de mel na França. Christian continua com sua superioridade sobre Anastasia, porém de um modo mais light. A relação entre os dois está um pouco mais afetiva, apesar da mania de mandar nas pessoas, Christian se mostra mais “maleável” com mudanças.

A química entre Christian (Jamie Dornan) e Anastasia (Dakota Johnson) continua superficial, mesmo nos momentos mais quentes entre os dois, em que a atriz precisa emitir sons em momentos que não é preciso de nada. Em outros filmes não são necessários esses sons excessivos, o próprio corpo consegue transmitir a paixão entre os personagens e em momento nenhum da franquia eles conseguiram isso.

O vilão Jack Hyde (Eric Johnson) também é tão caricato, a ponto de colocarem roupas amassadas e um tipo de maquiagem mais obscura. Para um vilão tão calculista, ele acaba se perdendo do meio para o fim e se torna esse personagem caótico e com motivos duvidosos. Sabemos que no livro ele é muito mais esperto e conta com outros trunfos para realizar seus planos, mas no longa tudo parece ser obra do acaso.

São quase duas horas de inutilidades, coisas mal explicadas e deixando no ar o caráter dos personagens, principalmente de Anastasia. Pequenas coisas poderiam ter deixado tudo mais claro, e o que eles resolvem mostrar, é um drama cru, sem sentimentos.

Cenas de sexo são o ponto forte deste novo filme, que apresenta uma relação muito mais reciproca do que a dos anteriores. Mesmo com o problema do excesso de emoções, é muito mais sensual. Além disso, a direção soube brincar com o espectador, fingindo que vai mostrar a relação sexual nua e crua, mas acaba segurando o close, deixando quem assiste só imaginando como pode ser aquilo.

James Foley é quem dirige a conclusão, ele coloca uma visão menos cinza do mundo de Christian, mas carrega o mesmo erro das outras direções, dando aos personagens pouca profundidade e cenas maravilhosas sem qualquer função, mostrando o quanto o mundo de Christian é grande e o quanto ele não é preparado para estar na posição que está. Rico e bem-sucedido por mérito próprio, mas completamente descontrolado mentalmente.

O roteiro corre bastante para dar uma conclusão bonita para os fãs, mas acaba tropeçando com poucas informações no caminho e o desfecho é tão rápido e sem coração, que tenta arrancar um suspiro final em seus últimos momentos.

Estou falando tudo isso se levarmos o filme tão a sério, quanto um romance ou um drama deve ser. Porém, se levarmos em consideração que toda a trama seja uma comédia romântica, ele consegue puxar boas risadas. Sendo nos momentos desconcertantes de Christian e sua mania de querer controlar a Anastasia como entrar numa reunião em que ela participa, mandar o pessoal sair da sala e reclamar que o e-mail está voltando porque ela não utilizou “grey” no e-mail ou na fuga emocionante no qual Anastasia desvia de obstáculos incríveis e consegue fugir do seu perseguidor. Na mesma cena, em outro carro estão os seguranças treinados de Christian, que deixam fugir o perseguidor.

Conclusão

Cinquenta Tons de Liberdade é o mais sensual da franquia, apresenta personagens descartáveis, que estão lá só para mostrar a evolução de Anastasia. Com algumas cenas tensas, de ação e um pouco do mesmo romance que vimos nos outros filmes. Cenas essas, que não convencem nesse amor doentio dos dois que culmina numa vida que não era esperada, pelo menos por Christian.

O roteiro é corrido e simples, mostra apenas a vida do casal, enquanto esquece de explicar certas coisas e deixa no ar o caráter dos personagens. A direção é confusa em suas transições e mostrar cenas desnecessárias, apesar das cenas de sexo serem ótimas e instigantes. Os fãs podem se decepcionar com a falta de informação de algumas ações de Anastasia e para quem nunca leu, vai achar divertido as situações engraçadas do casal.

Nota: 6

Cinquenta Tons de Liberdade chega aos cinemas em 07 de Fevereiro de 2018.

Primeiro Batman antes de Bruce Wayne. Extrovertido e sem graça. Uma mistura de piadas ruins e clichês, e um senso de humor gigante para rir delas. Editor chefe do GeekSaw. Apaixonado pela “Bigscreen” e por tudo que é novidade.


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Tema por Gabriela Gomes