Crítica | A Freira
05.09
2018
Crítica | A Freira

O universo demoníaco de Invocação do Mal está ganhando mais um derivado, com o lançamento de A Freira para 06 de setembro. Dirigido por Corin Hardy com roteiro de James Wan e Peter Safran.

Confira a sinopse:

“Quando uma jovem freira que vive enclausurada em um convento na Romênia comete suicídio, um padre comum com o passado assombrado e uma noviça prestes a fazer seus votos finais são enviados ao Vaticano para investigar o caso. Juntos, eles desvendam o segredo profano da ordem.”

Fazendo sua primeira aparição no grande sucesso “Invocação do Mal 2”, o demônio VALAK veio em forma de uma Freira aterrorizar os espectadores em alguns momentos do filme. Devido ao grande sucesso, pouco depois foi anunciado seu filme solo, que contaria a origem dessa aparição e os motivos de seguirem Lorraine Warren.

Em seu filme solo, A Freira nos leva para Romênia em 1952, em um convento escondido nas montanhas. O elenco conta com a atriz Taissa Farmiga que interpreta a Irmã Irene e Demián Bichir que interpreta o Padre Burke. Eles têm a missão de investigar o convento, pois um morador local relata uma ação profana realizada nas proximidades do convento, eles precisam ir ao local verificar se ainda continua um lugar “santo”. A irmã Irene é uma freira em formação, que ainda não fez os seus votos e por algum motivo, o vaticano a escolhe para tal missão. Já o Padre Burke, é bastante familiarizado com demônios, trabalhando junto com a igreja por muitos anos. Essas situações são abordadas ao longo do filme e os personagens têm esse tipo de evolução em meio as situações macabras que passam.
A grande atração do filme é a ilustre Freira Macabra que nos assustou em Invocação do Mal 2, que inferniza a vida das freiras no convento e tenta tirar delas sua fé. Nesse filme, descobrimos de onde ela veio e sua ligação direta com Invocação do Mal 2. Somente de olhar para ela, você pode ter problemas em fechar os olhos à noite e isso se deve em conta da excelente maquiagem e claro, da atuação de Bonnie Aarons que traz essa criatura maléfica e claro, sua trilha sonora que a acompanha nessa missão de trazer o horror dessa personagem.

O longa consegue te prender em seus primeiros minutos e a ameaça do demônio que paira sobre o filme todo, deixa a tensão um pouco elevada, porém algumas situações do filme tiram tudo aquilo que a franquia impôs. Um exemplo disso é a “ameaça” que esses demônios trazem para nós humanos. Nos filmes anteriores era impossível pensar em espancar ou atirar nos espíritos para atrasa-los ou mata-los, porém nesse a situação é completamente diferente.

Quando pensamos nesses demônios da franquia Invocação do Mal, a nossa única arma é nossa fé e em alguns objetos religiosos que podem afastar esse demônio, porém em A Freira a coisa fica bastante simples, como se a ameaça fosse física e não paranormal. Obviamente que não é em todo momento do filme que isso é usado, no segundo e no terceiro ato há algumas situações macabras e alguns jumpscares feito no timing certo. O filme leva algumas formulas de James Wan em criar um ambiente assustador que Corin Hardy tenta trazer ao filme, porém são poucos momentos. Em termos de história o filme consegue convencer o espectador em suas reviravoltas e na explicação de cada elemento citado.

A Freira pode não ser o filme mais assustador da franquia Invocação do Mal, mas serve como uma peça para montar o quadro da história de Lorraine Warren, que no final, pode não ser tão necessária quanto parece.

As atuações não são convincentes, principalmente se você pensar que a situação toda é completamente nova aos olhos da personagem principal e do camponês Frenchie, que não demonstram o quão assustados estão com a situação, levando a entender que é mais uma aventura do que uma situação macabra.

 

Conclusão

A Freira foi uma boa escolha para contar a história de fundo da franquia Invocação do Mal, o filme consegue aterrorizar seu espectador em sua maioria, porém quando ele precisa resolver uma cena, ele cede ao simples e transforma o paranormal em físico. Isso faz a tensão baixar e leva ao público a pensar, que era melhor trazer uma arma para a situação. A ideia do convento e do nascimento do demônio é bastante interessante e rica e pode levar a franquia para muitos outros caminhos pelo mundo. As atuações são esquecíveis e o peso todo fica em torno da personagem titulo do filme e sua trilha sonora que a acompanha. Suas cenas em Invocação do Mal 2 em certos momentos são melhores do que em seu filme solo, porém sua mitologia e sua ligação com Invocação do Mal é uma grande sacada para o universo criado.

Nota: 7

Primeiro Batman antes de Bruce Wayne. Extrovertido e sem graça. Uma mistura de piadas ruins e clichês, e um senso de humor gigante para rir delas. Editor chefe do GeekSaw. Apaixonado pela “Bigscreen” e por tudo que é novidade.


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Tema por Gabriela Gomes