Crítica – Viúva Negra faz justiça a personagem com filme recheado de ação

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Depois de sua estreia definitiva no Universo Cinematográfico Marvel a quase 11 anos atrás, finalmente a Marvel Studios estará lançando na próxima semana o filme solo da espiã letal Viúva Negra, personagem que a atriz Scarlett Johansson interpretou em todos esses anos.

O filme solo da Vingadora que fez parte da formação inicial conta uma história de origem e em sua maior parte sobre uma aventura que precede Vingadores: Guerra Infinita.

Confira a sinopse abaixo:

No novo filme da Marvel Studios, “Viúva Negra“, Natasha Romanoff (Scarlett Johansson) precisa confrontar partes de sua história quando surge uma conspiração perigosa ligada ao seu passado. Perseguida por uma força que não irá parar até derrotá-la, Natasha terá que lidar com sua antiga vida de espiã, e também reencontrar membros de sua família que deixou para trás antes de se tornar parte dos Vingadores.

Dirigido pela australiana Cate Shortland em seu primeiro blockbuster na carreira e conta com grandes cenas de ação e alguns momentos de reencontros e reflexão. A ação do filme é algo a se destacar, pois temos muitas lutas acrobáticas e explosivas, uma ação de tirar o fôlego ao mesmo estilo de Jason Bourne e James Bond misturado com um exagero enorme que sempre esperamos de um filme de herói.

A personagem faz uma grande despedida do universo Marvel, dado sua morte em Vingadores: Ultimato, o filme não tenta te dar alguma esperança de retorno, mas em contrapartida aposenta essa grande personagem fazendo jus a toda sua história no MCU e trazendo uma história de fundo trágica que é superada com o coração, o que faz de Natasha Romanoff ser extremamente importante para os Vingadores e o mundo.

O roteiro é eficaz em mostrar os pontos necessários para que a personagem principal se torne mais que uma humana letal e sim como um símbolo de superação a ser seguido. O legado da Viúva Negra será eterno no MCU e o roteiro dá possibilidades de quem isso ainda possa ser usado de muitas maneiras. O conceito de família que o filme aborda é que família é aquilo que decidimos chamar e que é possível encontrar à luz mesmo em meio a escuridão. O roteiro só falha em não solucionar uma conclusão satisfatória para alguns elementos que ele mesmo aborda.

O filme apresenta personagens do passado de Natasha, como a personagem Yelena Belova que é interpretada por Florence Pugh que traz uma personagem tão fragmentada quanto a personagem principal e que precisa encontrar o seu papel no meio de uma conspiração global que teve frutos através do tempo de forma oculta. Além disso temos o Guardião Vermelho interpretado por David Harbour que é uma espécie de Capitão América da União Soviética, alguém fora do seu tempo até mesmo pelos seus discursos nos momentos mais inusitados e por último, mas não menos importante, Melina Vostokoff interpretada por Rachel Weisz que é a chave do grande mistério do filme.

O conceito da origem da Viúva Negra é respeitado e nos faz aprofundar um pouco mais no seu treinamento, tutor e na Sala Vermelha para depois se transformar na arma letal que ingressa aos Vingadores algum tempo depois.

O filme conta com alguns vilões e o mais icônico é sem dúvidas o Treinador ou “Taskmaster”. O visual do personagem é incrível e a performance condiz com o personagem dos quadrinhos, porém sua história é bem diferente do que estamos acostumados e pode desagradar alguns fãs dos personagens, apesar de particularmente achar desnecessário o personagem nos quadrinhos, servindo somente como “saco de pancada”.

Como disse anteriormente a ação está impecável nesse filme e vemos uma Viúva Negra sem medo de limites, entregando sua vida para que outros possam viver e precedendo uma situação que acontece no futuro. Se o mundo estivesse caindo e dependesse da personagem, é possível dizer que ela encontraria uma solução e resolveria o problema e isso é muito importante, principalmente pelo o que ela representa para as mulheres. É impossível terminar de assistir ao filme sem ter a Viúva Negra como um de seus heróis favoritos da Marvel.

Scarlett Johasson se entrega de corpo e alma ao papel e tenta manter o equilíbrio entre a seriedade e a emoção. Ela entrega aquilo que a personagem realmente é, com isso faz com que seja difícil qualquer outra pessoa interprete tão bem a personagem como ela. O destaque também vai para Florence Pugh e David Harbour que entregam personagens carismáticos e com bastante humor. A formula Marvel que tanto deu certo, mais uma vez acerta em cheio abrindo espaço para mais rostos novos.

Conclusão

Viúva Negra faz jus ao legado da personagem e também da atriz Scarlett Johansson em todos esses anos de Universo Cinematográfico Marvel. O único problema é que poderia muito bem ter apostado antes nesse projeto e daria muito mais profundidade a morte da personagem em Vingadores: Ultimato. O filme conta com muita ação, momentos emotivos e com uma “pitada” certa de humor. Além de dar profundidade a personagem ele também expande ainda mais esse cenário das “agentes” podendo dar segmento no legado da personagem e criando seus próprios caminhos dentro da franquia e isso é mostrado em sua única cena pós-créditos do filme. Faltou só entregar algumas questões que o roteiro cria, mas nada que vai atrapalhar a sua experiência.

Nota: 5/5

Viúva Negra chega nos cinemas em 08 de Julho e também no Disney+ com a adição de uma taxa de compra do filme.