Review – Kirby Fighters 2: Kirby contra Kirby e mais Kirby

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Já pensou em um Smash Bros. onde os persoangens são: Kirby, Kirby, Kirby, Kirby e Bandana Waddle Dee? Pois é, nem eu. Mas a Nintendo sim!

O que começou como apenas um mini-game do jogo Kirby Triple Deluxe, em 2014 para 3DS, conquistou sua independência com Kirby Fighters Deluxe, em 2015. E, em 2020, o spin-off da série vai além com Kirby Fighters 2 para o Switch

Kirby Fighters 2 é um jogo de luta que pega os elementos da franquia e coloca tudo junto numa arena de combate. Apesar de alguns aspectos semelhantes com Smash, Kirby Fighters 2 não é tão relacionado assim como dizem. Tanto Kirby quanto Smash são originalmente criações de Masahiro Sakurai e da HAL Laboratory, Inc., portanto é normal que as duas franquias tenham algumas semelhanças, sim.

Para deixar mais clara a diferença de ambos, enquanto em Smash temos uma jogabilidade mais fluída com golpes variados, Kirby Fighters 2 já trás um aspecto mais… “Kirby” mesmo. Ou seja, é como se Kirby Star Allies virasse um jogo de luta bem estilão arcade.

O jogo consiste de, tecnicamente, três modos de jogo: Story Mode, Battle Mode e Single-Handed Mode. Eu digo “tecnicamente” pois o Battle Mode pode ser jogado com outros jogadores no mesmo Switch, com jogadores online e em conexão local, cada um no seu Switch.

Tanto no modo Story quanto no Single-Handed, o jogador terá que enfrentar uma série de combates de dificuldade crescente. A diferença entre ambos é que no modo de história joga-se com um companheiro, sendo possível também jogar de dois jogadores, e é onde você fará uso dos power-ups; e no segundo é apenas um jogo solo. Além disso, no modo Single-Handed, há um limite de tempo para concluir a dificuldade selecionada. Um bom desafio para quem quer ir além e se desafiar a concluir no menor tempo possível.

A história do jogo gira em torno de um desafio lançado por Rei Dedede e Meta Knight contra Kirby. Os dois rivais da bolinha rosa se unem mais novamente para poderem derrotá-lo de uma vez por todas! Eles desafiam Kirby para uma série de combates em dupla, e o aguardam no topo de uma torre chamada Buddy Fighters Tower. Mesmo sem entender muita coisa do desafio, Kirby não perde tempo em se aliar a um companheiro e partir para sua nova aventura! A história é dividida em quatro capítulos e um capítulo final, que dá um plot twist ao enredo, e pode ser jogada em um ou dois jogadores.

No modo história, o jogador deverá subir a Buddy Fighters Tower, andar por andar. E a cada andar, você terá um combate contra um ou dois adversários, tendo também combates contra chefes ao longo da escalada. Como num jogo arcade, a medida que se avança na torre, o nível de dificuldade da CPU vai aumentando junto. Em Kirby Fighters 2, seus oponentes vão ficando mais astutos, fortes e duros de matar.

Mas não são apenas os inimigos que se tornam mais fortes. Entre as fases, o jogador e seu companheiro recuperam um pouco de vida e têm a chance de escolher um power-up. Esses power-ups variam entre aumento de força, de vida, de resistência, taxa de cura, entre outros mais raros.

Além disso, todas as batalhas no jogo, sejam elas do modo história ou do modo versus, concedem pontos de lutador (ou experiência), que permitem o jogador subir de ranque. Subir de ranque é um aspecto importante do jogo, pois com isso é possível liberar novos Kirbys, novos companheiros, skins (chapéus), fases e power-ups melhores. Seu ranque máximo é 100, e você pode ver o que ganha para cada nível no menu principal em Reward List

Junto às recompensas por ranque, há também algumas poucas por condições especiais. E aqui eu deixo uma dica: caso jogue Kirby Star Allies e Super Kirby Clash, você liberará quatro novas skins para os diferentes Kirbys. Temos então as três irmãs magas – vilãs de Star AlliesFrancisca, Flamberge e Zan Partizanne; E uma skin de Hero Sword, do Kirby Clash.

E falando em Kirbys, o elenco de lutadores do jogo consiste de 17 Kirbys e cinco outros personagens. Dentre eles temos Bandana Waddle Dee, Magolor e até mesmo o Meta Knight.

Bem, com tanto Kirby para lá e para cá, talvez você esteja se perguntando: “Como assim?” Quem conhece a franquia, provavelmente já sacou o que isso significa. Para quem não, Kirby é um personagem com o poder de absorver as habilidades dos inimigos e se transformar naquela habilidade. Portanto, “17 Kirbys” é, na verdade, 17 habilidades, cada qual contando como um personagem diferente.

Cada personagem mantém um histórico de pontuação na tela se seleção. Ao completar um capítulo, o jogador adquiri uma medalha de acordo com sua pontuação final. Será que tem algum segredo por completar todos os capítulos com todos os personagens? E se conseguirmos a melhor medalha em tudo? Bom, nesse caso, boa sorte aos valentes e destemidos!

A jogabilidade de Kirby Fighters 2 é bem simplificada – principalmente se quisermos comparar com outros jogos de luta ou até mesmo Smash Bros. Apesar de alguns retoques aqui e ali para encaixar ao modelo de jogo, Fighters 2 me passou a impressão de ser apenas mais um spin-off de Kirby Star Allies. Assim como mencionei no começo, é como se Star Allies virasse um jogo de luta.

Os controles se resumem em apertar B para atacar, A para pular e L/R para defender. Há algumas variações como B para cima, para baixo, B carregado e esquiva, mas nem todos os Kirbys fazem uso de todos os comandos. Varia de habilidade para habilidade. Isso acaba tornando o jogo um pouco travadinho, e alguns personagens bem mais úteis e outros mais entediantes.

Mas não se engane. Felizmente isso não faz do jogo ruim. Tudo sempre depende da proposta do jogo, e a de Kirby Fighters 2 é justamente essa: um jogo simples e divertido, como Kirby sempre foi. Só é bom tê-lo em mente para não sair achando que seja igualzinho Smash, só que de Kirbys.

Eu estou enfatizando bastante a questão “Smash vs Fighters 2” porque vi em alguns lugares relacionarem ambos diretamente. Mas como um fã de anos dos dois nomes, eu asseguro que não são iguais. Ok, ok. Eu sei. Ambos são jogos de luta numa arena com plataformas. Ambos têm ítens que aparecem aleatoriamente na fase para tornar as coisas mais dinâmicas e divertidas. E ambos têm fases diversas num estilo crossover. Mas o feeling de jogar um e de jogar outro não é o mesmo. Em momento algum senti estar jogando um tipo de Smash, mas sim Kirby.

Kirby Fighters2 segue a linha visual mais atual da franquia, sem muitas novidades ao que se encontra nos outros dois jogos de Kirby para Switch. Portanto, os gráficos continuam bonitinhos e com boa qualidade. Um ótimo trabalho de cores e visuais, com cenários bem trabalhados. Dá uma sensação de alegria! Kirby sempre foi um jogo feliz.

E, apesar de algumas texturas serem simples e mais cartunizadas por não exigirem muito mesmo, outras são de arrepiar o cabelo. Alguns dos chapéus que o Kirby usa (as skins) têm uma qualidade magnífica, principalmente aqueles que são de tecido. Lembram bem a qualidade de Yoshi’s Crafted World, dando muito a impressão de terem sido costurados ou tricotados a mão. Tão bonitinho!

Os efeitos sonoros de Kirby Fighters são normais. E por “normais” eu quero dizer que são exatamente como esperado de qualquer jogo da franquia. Sempre com áudios claros, trilha sonora que conecta o jogador com o momento, e ainda mantendo aquele ar mais “desenho animado”, berando para o infantil. Mas mesmo infantilizado, você acaba se envolvendo também!

Inclusive, vamos fazer uma aposta: eu tenho certeza que você vai cantarolar ou fazer algum rítmo em algum momento quando concluir uma fase. A musiquinha e a dancinha do Kirby grudam!

A franquia de Kirby sempre apresentou uma jogabilidade fácil para os jogadores mais experientes ao mesmo tempo que desafiadora para crianças e novatos. Kirby Fighters 2 não é diferente disso, mas te garanto que em termos de dificuldade, a HAL e a Nintendo resolveram pegar mais pesado aqui.

Como em jogos tradicionais de estilo arcade, o jogo começa até que fácil, mas escala de uma forma que você pensa: “Ué, eu fiquei ruim de repente ou o jogo resolveu pular uns níveis aí?” Apesar dos upgrades entre um andar e outro, algumas batalhas são bem encebadas, principalmente contra chefes. Não que a mecânica seja difícil, mas você tem tempo para concluir a luta. E esse, muitas vezes até você pegar o jeito, será seu maior inimigo. Eu cheguei a perder diversas lutas de chefe com a vida cheia porque acabou o tempo.

E, meu amigo, com o capítulo final do jogo, o Simba nunca mais diria: “Hahaha. Eu rio na cara do perigo.” NUNCA. MAIS. Pois além da jornada ser bem mais longa que nos demais capítulos, e a dificuldade também elevada, você só tem TRÊS tentativas. Acabou, começa de novo.

O seu companheiro nesses casos não ajuda muito. Tem um power-up que aumenta o nível dele, o que é extramemente necessário! Mas, infelizmente, é um dos power-ups raros de aparecer.

Bom, aí que jogar com um amigo torna tudo melhor. Vocês podem escolher seus personagens preferidos, ou tentar criar combos entre as habilidades. Certamente, uma pessoa ao seu lado além de deixar o jogo mais divertido, tornará tudo mais tranquilo!

Por fim, podemos dizer que Kirby Fighters 2 é um jogo bem divertido e desafiador! Ainda poderia ter alguns aspectos mais trabalhados, como a fluidez do combate com golpes que se interconectem melhor. Mas vamos combinar que pelo preço disponível, de apenas U$ 19,99 (dólares), o jogo é muito bem pago. Se fosse para ter um investimento maior e toda uma nova programação, já se tornaria um novo jogo de U$ 59,99.

Kirby Fighters 2 está disponível somente digital, não tendo uma cópia física. Se você tem um cartão internacional, manda bala! Ou você pode adquirir também pelo site da eShop brasileira, que está custando R$ 99,00 (no momento desta postagem).

Nota: 3/5