quinta-feira, 25, jul, 2024

Review : Desperados 3 – Um tabuleiro de possibilidades no velho oeste

Uma jornada no velho oeste pela visão de Jonh Cooper com seu pai James Cooper, segue a história de Desperados 3. Mas será que o jogo vai além de apenas um visual bem ambientado?

As dicas serão sempre efetivas para melhor desempenho.

Publicado pela ThQ Nordic e desenvolvido pela Mimimi Studios, o Desperados 3 apresenta a fórmula de seu antecessor espiritual, o Shadow Tatics.

Um jogo tático furtivo em tempo real, esqueça a ideia de se esmagar botões, aqui você terá que pensar em cada movimento seu e dos outros personagens que irão te acompanhar ao longo da jornada.

O jogo acerta na temática do velho acerto de contas em meio ao velho oeste selvagem norte americano.

Cenários bem detalhados fazem sua parte na imersão.

Mas isso de longe é o foco do jogo. A jogabilidade é o oxigênio de sua construção. Como a própria temática diz, ser tático e invisível fará sua sobrevivência garantida, ou seja, você pode andar, se esgueirar, usar objetos de distração, armas brancas, e quando possível, tiros! Mas se não bastasse esse arsenal, a mecânica se eleva (tanto em destreza quanto dificuldade) quando podemos usar diversos recursos, desde câmera tática, simulações de jogada, adiantar certas ações e o save game a qualquer segundo do jogo! Soa estranho? Mas olha, talvez essa seja a mecânica que você mais vai usar!

O salvamento é uma ferramenta de lógica para suas jogadas.

O jogo não é fácil, muito longe disso, e você terá que achar uma jogada precisa pra avançar na história, logo isso dependerá muito da sua criatividade sob circunstâncias. O Showdown é o recurso de parar o tempo, e você armar uma jogada, isso vale muito quando tem mais personagens pra controlar, e isso junto com o Vision, você terá um controle absoluto sobre a região.

Desperados 3 não é pra todo mundo, infelizmente! Seu estilo é muito nichado.

Pois este estilo tático remete a jogos como XCOM, e sim Xadrez! Armar jogar, antecipação de movimento e limites de cada peça, é um boardgame com doses de frustração e recompensa.

Poder ver todo seu desempenho, garante um replay nas fases.

Depois de um hiato de quase 13 anos, a continuação desse título vem pra solidificar esse estilo, que poderia ser mais palatável pra mais públicos, pois as pessoas se acostumaram a jogabilidade fluida e a progressão ser mais RPG, e não o contrário.

Teve missão que em um curto espaço de tempo você pode levar quase uma hora! Mas a recompensa no final da fase, é poder ver um vídeo mostrando a fase como um tabuleiro (viu, eu disse) e narrando todas as suas jogadas boas e ruins.

O jogo não consegue te prender, não é nem pela a dificuldade elevada, mas por ser algo lento demais, cadenciado demais, e com partes que chegam a dar vontade de desistir. Mas é aquilo, se você procura um jogo que vai te fazer quebrar a cabeça, que seja uma pessoa que busca um desafio e que tenha de leve uma queda a jogos de turno, vá sem medo e pegue este jogo!

A mudança dos personagens faz toda a diferença de como encarar cada local.

Um ponto alto que quero destacar é o seu visual, é simplesmente lindo olhar e se sentir vendo uma maquete realista de um cenário antigo, me fez lembrar da minha infância brincando de “forte apache”.

Quando vemos população, da um ar mais vivo as missões.

Mas infelizmente um ponto negativo que leva em destaque é a câmera. Ela parece não responder a comandos, e em momentos de apuros você vai se frustrar com sua mecânica de deslocamento.

Poder acessar os diálogos pode ajudar quem não tem facilidade com o inglês.

Desperados 3 é um estilo não muito popular aqui em terrar brasileiras, e isso pode prejudicar seu alcance, até mesmo pela falta de legendas em português para seu melhor entendimento, mas acerta forte para aqueles que querem algo realmente desafiador (leia com com os olhos cerrados como um bom pistoleiro encarando o Clint Eastwood).

Nota: 2/5.

Ricardo Chagas
Ricardo Chagas
Fã de metal extremo à Alcione, nerd dos anos 90', ilustrador como profissão e cantor como hobby para atormentar os vizinhos. Considera Kratos como o maior personagem de todos os tempos.

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