sábado, 13, jul, 2024

Review – Immortals Fenyx Rising é uma aventura divertida, fofa e bebe das fontes certas

Dezembro está batendo na porta e com ele vem o novo jogo Immortals Fenyx Rising.

Produzido e distribuído pela Ubisoft, o jogo vem com elementos fortes de RPG, exploração, ação e uma dose de humor (você não leu errado). Mas antes que você diga: “É uma mistura de Assassin’s Creed Odyssey com Zelda Breath of the Wild; eu irei (pela promessa de Prometeus) além disso.

Planar vai ser um dos recursos mais usados no jogo.

Vamos lá! Immortals Fenyx Rising bebe das fontes certas e, ainda, tem também suas próprias características. É compreensivo as comparações, mas o mercado de jogos sempre foi assim, certo? A história segue um formato de uma odisséia (calma!), tendo a jornada como uma prova de coragem e heroísmo. Tifão, depois de milhares de anos, tem suas correntes quebradas e volta a atacar, dessa vez impedindo os mortais e os deuses de reivindicarem seus lugares. Humanos são transformados em pedras e deuses em formatos que inutilizam seus poderes. Cabe a Fenyx (o jogador), depois de acordar sozinho(a) no meio do mar, buscar respostas e libertar os deuses para se unirem em sua guerra.

Um aliado muito importante é feio em pouco tempo, o qual irá não só te conduzir por esta odisséia, como também será responsável em ajudar com seus elementos de evolução.

Durante a jornada, Fenyx busca por seu irmão, quem possivelmente também tenha virado pedra. Um mundo “vazio” e triste, pois todos foram petrificados em desespero, te faz embarcar de corpo e alma nessa aventura. A solidão e a descoberta está logo adiante de seus olhos.

Agora é a hora que você me pergunta: “Mas onde isso é engraçado? Isso é deprimente, é triste!” Aí que tá… O tempero dessa obra está na narrativa, ou melhor, nos narradores! Vemos a história toda pela óptica de Prometeus, que diante do seu castigo de ter suas vísceras devoradas por aves, se regenerar, e ficar preso nesse ciclo sádico, começa a contá-la para Zeus. O poderoso deus grego entao lhe faz um trato: se o convencer pela história das coisas que estão acontecendo no mundo, Prometeus será libertado de seu castigo.

Prometeus começa sua narrativa desde a criação de seus personagem. Não há muito a se fazer de início, mas ouvir suas frases enquanto escolhe as opções é super criativo. E eu vou dizer: os diálogos mais engraçados em jogos eu vi aqui!

Enquanto Prometeus é o cara centrado, mas que está a um passo de perder a linha, Zeus é aquele cara impaciente das partes lentas e metáforas complicadas (para ele). Suas ações são narradas por ambos, quase como uma partida de futebol, só que mais poético e mais debochado! Quando você se depara com o título do jogo na tela e ouve Zeus dizendo: “Nossa, tudo isso para contar o epílogo?”, você sente que algo incrível virá pela frente!

Dificilmente piadas em jogos fazem a gente rir de gargalhar, mas aqui, é um ode do humor. É bem feito, tem o timing certo, e com piadas de duplo sentido! Momentos como quando Prometeus fica bravo com Zeus por suas atitudes questionáveis, ou sussurrando em seu ouvido coisas que crianças não podem ouvir. Sempre, eu disse SEMPRE, Zeus terá uma boa resposta! Destaque para a parte que Prometeus conta como foi concebida Afrodite. A historia é muito boa e o humor não fica só neles. Sobra até mesmo para o vilão do jogo.

Mas não se engane. Não é um jogo pastelão ou bobo. É potente, é de ação, e de momentos tensos! Como tentar sobreviver à ira de Tifão. Isso acontece quando você cumpre algo em determinadas regiões. Afinal, você está sendo notado pelo titã com suas conquistas.

Eu consegui sentir muito de AC Odyssey aqui. O que este já flertava em sua campanha indo para algo um pouco mais místico, em Immortals vemos isso de maneira mais escancarada, ainda que natural, e com gráficos muito bonitos, lembrando as pinturas mais cartunizadas de games, como Clash of Clans, Fortnite e Darksiders. É legal ver a separação de planos com blurs. A grama quando em visão mais ampla, conseguimos ver algo como se fossem brushes soltos na tela. E os corpos todos “atacarracados” (me identifiquei aqui).

O jogo não fica só na historia ou nos gráficos cartunescos belos e simples. É na sua jogabilidade que temos a cereja desse bolo grego.

As batalhas contra as criaturas místicas são sensacionais!

O jogo tem sim elementos baseados na jogabilidade do Assassin’s Creed Odyssey. O combate é forte, é gostoso, e rápido. Em uma geração que poucos jogos optaram pela velocidade do hack and slash, Immortals traz isso de maneira sutil. Além dos golpes fracos e fortes, você tem uma árvore de habilidades que, ao apertar um determinado botão, terá um menu rápido, característica presente em diversos jogos atuais. Aqui, no entanto, é mais no estilo God of War clássico do que no Ghost of Tsushima em mudança de postura.

Você empunha duas armas: Para golpes rápidos e fracos, uma espada; E para golpes mais lentos e pesados, um machado. Sabendo intercalar, fará combos bacanas, e ainda este nem é o real foco do combate. As armas especiais variam desde uma armada de flechas saindo do chão (lembrando muito um dos golpes do Kratos em GOW 3), ao ataque de uma ave amiga (quase como um Nier: Automata).

Aparar golpes é um fator de “respirou errado, se lasca”. E isso é muito bom! A dinâmica dos combates faz você querer explorar e enfrentar o maior número de inimigos possíveis. Fenyx tem também um arco que, alem de flechas simples, tem uma tipo teleguiada que você acompanha o trajeto do projétil (adoro isso desde a época do Heavenly Sword).

Atordoamento é algo importante nesse jogo. É aí que você poderá distribuir golpes sem levar dano. Os efeitos de se iniciar um atordoamento é demais: câmera lenta numa escapada e tontura para golpes únicos.

Voce se sente atraído pelo combate. E isso desde o Assassin’s Creed Origins com aquele combate preciso e fluído.

Tá bom, tá bom! Eu acabei me fazendo no personagem!

Mas existe um contra a se levar em consideração: o nível dos inimigos. Não é pelo fato do jogo ser de mapa aberto que tu pode sair para qualquer lado e achar que vai derrubar todo mundo. Vá com calma! Areas que ainda não foram descobertas, ou “proibidas”, vão fazer você penar, chorar e se revoltar tentando enfrentar até mesmo criaturas simples (eu morri enfrentando galinhas). Então, prepare seus upgrades antes de sair igual um carniceiro no mapa.

E falando em mapa, preparem-se para um gigante e recheado de itens pra farmar! Esse jogo nos brinda com um mapa belo, gigante e vivo (mesmo quase sem criaturas ou… pessoas)! Esse tipo de abordagem me lembra coisas mais clássicas e tirou aquele ar de enrolação que muitos títulos sofrem.

É difícil não fazer comparações a AC Odyssey. Com uma barra de fôlego, você pode escalar paredes (parea acessar certos lugares e fazer o mapeamento da região, a modo furtivo), nadar, planar, e usar montarias (partiu caçar uns bichos velozes). Tudo isso vai te auxiliar em sua exploração. Unido a isso, o jogo também traz puzzles que vão desde uns mais bobinhos a outros mais elaborados, chegando a dar momentos de frustração (teve uns que quase desisti de jogar).

No Tártaro também irá rolar batalhas, só cuidado pra não cair no abismo.

O jogo une bem esses elementos, pois é até para fazer upgrades ou buscar algum item especifico, você enfrentará desafios, e geralmente esses são no submundo, em meio a abismos e plataformas. Aquela máxima que “tudo que você enxerga, você pode tocar” se aplica naturalmente à jogatina. Coletas de recursos e baús com armas e armaduras (as quais você também poderá alterar o visual para ter a arma mais poderosa com o visual que mais lhe agradar).

Você tem uma espécie de “menu interativo” no mapa, onde é possível alterar o visual, evoluir seu fôlego, sua barra de vida, suas armas e até mesmo com desafios semanais. Suas missões são fáceis de serem localizadas. Com desafios paralelos, e histórias que você pode escolher qual narrativa vem primeiro, dá sabor a essa mistura. Destaque para as animações de quando se evolui as coisas. Deu pra sentir carinho na concepção.

As únicas coisas que me incomodaram foram as expressões corporais que continuam robóticas, como em títulos anteriores da empresa, e problemas sutis em plataformas que vão estragar teu momento de diversão.

O mapa vai abrindo as regiões ao decorrer da campanha, então evite de ficar cruzando sem Upgrades.

Estando em todas as plataformas do mercado no momento, Immortals Fenyx Rising bebe de diversas fontes. Divertido, mesmo que repetitivo e sem muito de inovador, o jogo flerta com jovens e adultos. Tem “sabor”, tem “tempero”, a ambrosia que faltava na sua galeria.

4 de 5

Immortals Fenyx Rising será lançado no dia 03 de Dezembro para Playstation 4, Playstation 5, Nintendo Switch, Xbox One, Xbox Series S e X e PC.

Ricardo Chagas
Ricardo Chagas
Fã de metal extremo à Alcione, nerd dos anos 90', ilustrador como profissão e cantor como hobby para atormentar os vizinhos. Considera Kratos como o maior personagem de todos os tempos.

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