Crítica - Capitã Marvel
05.03
2019
Crítica – Capitã Marvel

O Vigésimo Primeiro longa do Universo Cinematográfico da Marvel, Capitã Marvel é a última produção solo antes do grande evento crítico para o universo, Vingadores: Ultimato. 

Confira a sinopse: 

“A história acompanha Carol Danvers conforme ela se torna uma das heroínas mais poderosas do universo no momento em que a Terra se vê no meio de uma batalha galática entre duas raças alienígenas. Ambientado nos anos 1990, Capitã Marvel é uma aventura completamente nova de um período nunca visitado da história do Universo Cinematográfico da Marvel.” 

Para trazer a grande heroína “Capitã Marvel” que chegou aos quadrinhos em 1967, o estúdio confiou na atriz Brie Larson para a missão. Além disso o longa conta com a direção de Anna Boden e Ryan Fleck e essa é a primeira vez de uma diretora feminina nesse universo. Com todos esses novos elementos fica bastante claro o recado importante que o estúdio entrega a sua audiência, trazendo mais representatividade feminina em seus projetos. 

Nenhum filme da Marvel começa de maneira tão emocionante como Capitã Marvel, pois temos uma linda homenagem ao grande mestre Stan Lee em um momento tocante que arrancará lágrimas de todos os fãs. 

O longa tem o objetivo de buscar a identidade de Vers/Carol Danvers que procura controlar um poder que se encontra dentro dela e para isso embarca em uma guerra de raças entre os Kree e os Skrulls. Ela se junta a uma equipe especial dos Kree para erradicar todo resquício Skrull da galáxia. Em meio de suas missões ela caí em sua terra natal, sem saber de sua ligação com o planeta Terra. 

A guerra Kree versus Skrull levanta pontos importantes sobre aparência e leva isso para o público de forma sútil, levando o mesmo a se questionar se tiveram algum tipo de preconceito desde o começo somente pela forma de cada raça. Essa é uma das questões do filme que fortalecem ainda mais a base do personagem de Nick Fury (Samuel L. Jackson). 

Apesar dos esforços, o filme toma de início uma marcha lenta até sua metade, trazendo algumas referências e fazendo revelações sobre o passado de Carol Danvers, porém não é algo que empolga e acaba se tornando monótoma e pouco significativa. A partir do momento em que ela descobre quem ela realmente é, o filme ganha uma enorme arrancada tanto na história quanto na atuação de Brie Larson. A atriz começa a mostrar toda a simpatia e imponência da personagem e finalmente se destaca do elenco. Além disso a personagem deve se tornar um ícone importante para o movimento feminista em todo o globo, pois mostra toda a sua força de vontade para ir contra todo o machismo que a aflige desde sua infância com as pessoas dizendo que ela não seria capaz somente por ser mulher. A atriz faz com que a personagem se divirta com seus poderes e sua iteração com o restante do elenco é muito boa, dosando o humor e a seriedade de forma equilibrada.

Uma das grandes surpresas do filme fica por conta da atuação e humor de Ben Mendelsohn que interpreta o Skrull Talos”. Sempre que aparece ele rouba a cena sendo por sua imagem vil de Skrull ou pelas situações constrangedoras que a história impõe. Além dele, temos toda a figura de Samuel L. Jackson em sua versão mais jovem e o gato Goose que molda o personagem de Fury. Essa mudança é bastante similar à Tommy Lee Jones em MIB – Homens de Preto 3. 

Todo o trabalho em volta do rejuvenescimento de Samuel L. Jackson é incrível e o mais importante de tudo isso é que você realmente esquece que aquilo não é real, completamente diferente da tecnologia usada com Kurt Russel em Guardiões da Galáxia Vol. 2. 

Os efeitos especiais pareciam não empolgar nos trailers de Capitã Marvel, mas a melhora no projeto final muda tudo isso, trazendo uma batalha final bastante empolgante e liberando grande parte do potencial da Capitã Marvel. 

O filme é a história de origem da Capitã Marvel e é o primeiro filme do universo ambientado nos anos 90, porém dessa época temos poucas coisas significativas. Pouco é utilizado sobre essa época e ele tenta engessar com uma trilha sonora desconectada com o filme que comete o pecado de fazer “Come As You Are” do Nirvana se tornar gratuita. Além disso, as piadas sobre a época fazem parecer que os anos 90 se baseasse somente em tecnologia lenta. 

Com o filme fazendo parte de um universo maior, era esperado uma ligação direta com a continuação de Vingadores Ultimato, porém mais importante que isso, ele apresenta uma grande personagem ao universo com uma das mais importantes aliadas, deixando sua marca e completando a missão de trazer toda uma história de origem convincente e deixando claro a importância de sua ausência. 

Se prepare para a cena pós-créditos! 

 

Conclusão 
 

Capitã Marvel chega com o pé na porta no Universo Cinematográfico Marvel, trazendo o primeiro filme solo de uma heroína na Marvel tão importante. Com uma verdadeira representatividade das mulheres e com uma história divertida e empolgante do segundo ao terceiro ato. O ponto negativo fica por conta da falta de representação dos anos 90, deixando-o marcado simplesmente por uma época de computadores lentos. Efeitos especiais de primeira, tanto na parte do rejuvenescimento de Samuel L. Jackson quanto na representação dos poderes da personagem principal, Capitã Marvel entra para o Universo Marvel para aumentar ainda mais suas conexões cósmicas e deixando o futuro ainda mais interessante.

Nota: 3/5

 

Capitã Marvel chega aos cinemas em 07 de Março!

Primeiro Batman antes de Bruce Wayne. Extrovertido e sem graça. Uma mistura de piadas ruins e clichês, e um senso de humor gigante para rir delas. Editor chefe do GeekSaw. Apaixonado pela “Bigscreen” e por tudo que é novidade.


GeekSaw • www.geeksaw.com.br
Tema por Gabriela Gomes