Crítica - Homem-Aranha: Longe de Casa
28.06
2019
Crítica – Homem-Aranha: Longe de Casa

O final da Saga do Infinito do Universo Cinematográfico da Marvel está chegando aos cinemas na próxima semana com a Sony trazendo a segunda aventura do “teioso” interpretado por Tom Holland e grande elenco. Confira a sinopse:

“Peter Parker (Tom Holland) e seus amigos vão fazer uma viagem de férias de verão para a Europa. No entanto, eles dificilmente serão capazes de descansar – Peter terá que concordar em ajudar Nick Fury (Samuel L. Jackson) a descobrir o mistério das criaturas que causam desastres naturais e destruição em todo o continente. Para isso, ele se juntará ao Mysterio (Jake Gyllenhaal)- que pode não ser quem parece.”

 

A mais nova aventura do Homem-Aranha nos cinemas dirigida por Jon Watts é basicamente uma comédia road trip no qual o “teioso” tira férias para tentar descansar a mente após o grandioso evento de Vingadores: Ultimato. O filme explica de maneira leve e irreverente o retorno das pessoas que sumiram com o estalo do Thanos em Vingadores: Guerra Infinita. Porém, a principal influência do UCM neste filme é sobre a morte e o legado de Tony Stark.

O mundo perdeu seus maiores vingadores e quem ficou, no caso de Peter Parker, deve levar o fardo de ser o próximo grande vingador e para se livrar um pouco de tudo isso, Peter decide sair de férias junto com sua escola para um tour na europa. A juventude do elenco faz com que seja possível ainda abordar um tema escolar e isso se torna importante no decorrer do filme, pois conseguimos acompanhar os personagens se tornando mais maduros de acordo com as situações vividas sem perder a inocência da idade. Elenco esse que conta com a volta de Zendaya para o papel de MichelleMJ” e Jacob Batalon no papel de Ned.

O primeiro e segundo ato do filme contam toda essa aventura pela europa e de como as coisas dão errado para Peter e sua turma de escola. O descompromisso por não ser algo grandioso desde o início é um tipo de charme em filmes que assistíamos nos anos 90 com a mesma temática, mas, adicione uma pitada de heroísmos e efeitos excepcionais e você ganha um terceiro ato de tirar o fôlego, mostrando o verdadeiro potencial do personagem de Mysterio que definitivamente é a melhor peça do filme. Jake Gyllenhaal é o ator perfeito para o papel, trazendo um tom de esperança e charlatanismo na mesma moeda e irá colocar dúvidas na cabeça do fã mais hardcore da Marvel sobre suas intenções cordiais.

Tudo relacionado aos efeitos especiais do Homem-Aranha são fantásticos. Toda a sua luta contra a ameaça “elemental” e o terceiro ato do filme o transforma no melhor filme do Aranha nesse quesito, pois leva o espectador em suas acrobacias e em suas ações na batalha da melhor forma possível. O toque especial fica por conta mesmo do Mysterio novamente que eleva esse grau técnico nos efeitos especiais a um novo nível e talvez ultrapasse até mesmo o grande trabalho feito no filme solo do Doutor Estranho nesse quesito.

Para os fãs do personagem nos quadrinhos ele desaponta em alguns momentos, pois ele continua batendo na tecla de precisar muito mais dos outros do que de si mesmo, pelo menos na maior parte do filme e isso incomoda se você pensar que nos quadrinhos o Homem-Aranha é um personagem do povão, que passa dificuldades como todos os outros e falha na maioria das vezes em tentar conciliar os universos de estudante e super-herói. Em Longe de Casa, o que vemos é mais um personagem não querendo se tornar um herói para não levar o fardo de outro. Mas ao menos nesse ele lida com o luto de alguém que o ajudou a se tornar o Homem-Aranha e é possível se emocionar com algumas cenas em que o desespero bate e quando o personagem lida de forma sincera com tudo aquilo que se passa com ele e Tom Holland consegue passar esse tipo de convencimento, mesmo que no primeiro e segundo ato ele não não transpareça essa carga emocional que o personagem precisa, mas ele acerta em cheio no terceiro.

Homem-Aranha: Longe de Casa é realmente um filme de férias dos anos 90, onde se coloca os personagens em situações inusitadas, com um dos maiores vilões que o Homem-Aranha já tenha enfrentado nos cinemas e com um elenco de apoio que traz um humor leve que casa muito bem com a atmosfera do filme. A grande reviravolta do filme é um pouco inesperada, mas que funciona muito bem com os tempos modernos que vivemos, trazendo uma pequena crítica sobre “fake news” e um mundo ilusório.

O filme fecha a Saga do Infinito do Universo Cinematográfico da Marvel, respondendo questões importantes sobre personagens que foram pouco usados e dando o pontapé inicial para uma nova saga dos quadrinhos que provavelmente trará polêmica no meio dos fãs ardilosos, mas que se inicia de forma surpreendente graças as duas cenas pós-créditos que o filme traz, fazendo com que o filme em si, se torne mais um degrau para uma nova onda filme de heróis desse universo de sucesso.

 

Nota: 4 / 5

 

Homem-Aranha: Longe de Casa chega aos cinemas em 04 de Julho em todo o Brasil.

Primeiro Batman antes de Bruce Wayne. Extrovertido e sem graça. Uma mistura de piadas ruins e clichês, e um senso de humor gigante para rir delas. Editor chefe do GeekSaw. Apaixonado pela “Bigscreen” e por tudo que é novidade.


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Tema por Gabriela Gomes