Review – Terra-Média: Sombras da Guerra
03.11
2017
Review – Terra-Média: Sombras da Guerra

A WB Games e a Monolith Studios trouxeram para o Brasil a segunda parcela da franquia Terra-Média, agora intitulado de Sombras da Guerra. Nele, continuamos a aventura de Talion, que carrega consigo o elfo Celebrimbor, que busca vingança contra as forças de Sauron.

 

Um novo capítulo na Terra-Média

Para quem achava que Terra-Media: Sombras da Guerra não teria muita história para contar, está completamente enganado. Nele começamos exatamente no momento onde paramos em Sombras de Mordor, onde Talion e Celebrimbor que vivem no mesmo corpo tentam acabar com as forças das trevas de Sauron. Sabemos que a missão é algo quase impossível e isso nos faz pensar se realmente vale a pena continuar com isso. Porém a nova estratégia de Celebrimbor é algo interessante, pois o mesmo decide forjar um anel parecido com o Um Anel, para derrotar Sauron. Porém no inicio do jogo eles já se deparam com uma criatura que estará presente em quase todo o jogo, a famosa Laracna. Para quem não conhece, ela e a aranha que aparece nos filmes. Dessa vez Laracna está em sua forma humana e cheia de poder.

Laracna separa as almas de Talion e Celebrimbor por um instante e retira o anel do poder deles. Sem o seu anel, eles voltam a se unir e seguem a missão de recuperar seus poderes e evitar a retomada de Sauron.

 

A Terra-Média expandida

Em Sombras da Guerra, temos um mundo a ser explorado além das fortalezas de Mordor. O tamanho do mapa mudou consideravelmente. Seus novos ambientes são na maioria parecidos, porém conseguimos enxergar alguns distintos de todo o terror causado por Sauron.

Além da história do jogo, o mapa apresenta muitas outras missões fazendo com que não existe o tal de “endgame”. São muitas opções para explorar e muito caminho para percorrer. O mapa é extenso e vai chegar uma hora que você estará completamente perdido, mas não de maneira negativa e sim porque o jogo é completamente dinâmico e te deixa “esquecer” a missão principal.

 

Sistema de Combate

Talion está de volta no melhor estilo “hack and slash” destroçando orc’s por toda a terra-média. O sistema de combate continua o mesmo, porém temos algumas mudanças nos esquemas de armas e formas de atacar seu oponente. Você consegue itens raros de forma bem mais simples, porém a evolução do personagem é um pouco “demorada”.

Nova habilidades são adquiridas conforme seguimos o jogo e faz com que o jogador continue seu caminho na evolução de seu personagem, pois essas novas habilidade são imprescindíveis para os inimigos das fortalezas.

 

O grande às da franquia             

Terra-Média: Sombras da Guerra traz novamente o sistema de nêmesis tão elogiado da franquia. É realmente algo incrível, pois você terá uma experiência completamente diferente dos outros jogadores. O sistema de nêmesis é aleatório, ou seja, você terá generais com nomes e diferentes tipos em cada tipo de jogo. Além disso, como no anterior, se você morrer para um “orc” simples, ele ganha uma reputação e se torna um general para se tornar o seu pesadelo em batalhas.

Nessas batalhas com generais você pode executa-los ou trazer eles para o seu time, conforme você evolui no jogo e isso faz com que você monte estratégias para invadir uma fortaleza com um tipo de orc especifico. Para montar essa estratégia você precisa de informações sobre seus oponentes, e para obtê-las você precisa encontrar orcs no mapa com informações valiosas dos seus “nêmesis” e extrair deles. Assim você consegue planejar a melhor estratégia para derrota-los.

Recrutar orcs para as batalhas contra as fortalezas é algo bastante divertido e toda a mesmice das batalhas balanceiam o jogo entre o limite da diversão. É monótono, mas é legal ao mesmo tempo, porque mesmo com os combates repetitivos você acaba se divertindo encontrando os generais e destruindo eles.

 

Impressionante de longe, mas simples de perto

Temos um mapa maior, com isso algumas novas paisagens em Sombras da Guerra. Essas paisagens são excelentes e toda a iluminação em áreas abertas são incríveis, porém ao chegar em território orc, o jogo se torna mais escuro e às vezes é difícil enxergar de forma satisfatória.

Castelos e territórios dominados por humanos fazem do jogo algo muito mais parecido com Senhor dos Anéis. Finalmente temos um embate, mesmo que ele não interfira em nada na história original, já é algo emocionante. E todos os elementos gráficos embutidos nesse embate o transforma em algo épico.

O maior problema gráfico do jogo é definitivamente os traços dos personagens. Os personagens estão parecidos com o personagem da versão anterior de consoles, os detalhes faciais não contêm nenhum tipo de detalhe. Nem mesmo o nosso herói recebeu uma polida diferenciada e isso faz com que as cut-scenes sejam menos interessantes, causando uma sensação de jogo mais antigo.

Conclusão

Terra-Média: Sombras da Guerra é mais uma grande parte da franquia para consoles, trazendo uma história original e que aos poucos vai empolgando ainda mais o jogador. O jogo trás os mesmos sistemas de combate que são repetitivos, mas que receberam uma atualização na investida contra os nemesis. Aliás, o sistema de nemesis é a maior motivação do jogo, com um sistema de generais aleatórios que se transformam conforme lutam e crescem através de suas derrotas. As investidas em fortalezas são empolgantes e faz com que seja divertido destruir todos esses generais ou traze-los para o seu lado no campo de batalha.

Os gráficos são exuberantes visto de longe, porém seus personagens são pouco detalhados de perto, parecendo que foi feito para a antiga geração de consoles.

Com muita ação, mortes sangrentas e grandes conquistas, Terra-Média: Sombras da Guerra é uma continuação interessante, que valem a pena no contexto geral.

Nota: 8.5

Primeiro Batman antes de Bruce Wayne. Extrovertido e sem graça. Uma mistura de piadas ruins e clichês, e um senso de humor gigante para rir delas. Editor chefe do GeekSaw. Apaixonado pela “Bigscreen” e por tudo que é novidade.


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Tema por Gabriela Gomes