Exclusivo – Confira nossa entrevista com Thomas B. Allen, autor do livro “Exorcismo” + Resultado do Sorteio

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A Darkside Books, editora famosa entre os leitores dark’s e aqueles apaixonados por histórias terror e fantasia, apresentou no mês de Maio o livro “Exorcismo”. O livro escrito pelo jornalista e historiador Thomas B. Allen. No livro é relatado a história real que aconteceu no ano de 1949. O livro narra em detalhe os fatos que acontecerem com Robert Mannheim, um jovem norte-americano de 14 anos que gostava de brincar com sua tábua ouija, presente que ganhou de uma tia que achava ser possível se comunicar com os mortos.

Essa história foi adaptada por William Peter Blatty em um livro que posteriormente se transformou em um filme que mudou os cinemas em 1973, trazendo um real terror familiar as telas e invadindo os sonhos das pessoas até hoje.

O autor Thomas B. Allen traz ao seu livro uma pesquisa jornalística e imparcial, e torna o livro mais interessante por tratar os fatos como uma matéria de jornal, ou seja, trazendo os verdadeiros fatos para o público.

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Nós do GeekSaw, conseguimos uma entrevista com o autor de 87 anos que hoje escreve livros históricos e tem uma grande participação editora no National Geographic. Na entrevista ele nos fala sobre como foi escrever o livro, seus relatos pessoais e também sobre seu relacionamento com um dos padres que realizaram o exorcismo.

Confira a entrevista exclusiva na integra, abaixo:

 

GeekSaw: Qual a sensação de relatar tão claramente um ritual como esse de exorcismo?

Thomas B. Allen: Em primeiro lugar, devo salientar a responsabilidade que eu sentia no momento. Eu queria ser um repórter, não um crente ou não-crente. Eu tentei escrever de forma desapaixonada. Senti pena de Robbie, mas eu não acreditava que ele estava possuído pelo diabo.

 

G: Houve algum problema durante a escrita do livro que possa ser relacionada ao relato do livro, alguma experiência sobrenatural?

T: Uma vez, depois de entrevistar um exorcista e lendo um artigo que ele escreveu sobre o mal, eu voltei para o meu quarto do hotel e comecei a escrever. De repente, eu senti que eu poderia “dar forma”, isto é, aceitar a possibilidade de posse e exorcismo. Mas meu instinto repórter assumiu. Eu percebi que se eu me permitisse trazer para o livro algo místico, o livro não iria funcionar. (Sei que isso é difícil de explicar. Eu só quero salientar que o meu desejo de escrever esse relato direto superou qualquer tentação de entrar para um lado obscuro da crença.

 

G: Como foi a aceitação dessa busca sobre o livro em relação a sua vida pessoal e amigos?

T: O livro teve pouco efeito sobre a minha família e amigos. Para a maioria das pessoas, era apenas um livro, não um testamento de crença.

 

G: Você visitou lugares que foram cenários desses relatos? Como foi reconstruir as cenas?

T: Eu fui, mas não entrei, nas duas casas que eu acredito que Robbie viveu; Eu fui para a área, mas não os edifícios (eles foram derrubados). Falei com padres que estavam no exorcismo. Eu me tornei um amigo próximo do Padre Halloran, que acreditava que a história deste exorcismo tivesse que ser dita para que as pessoas tenham uma compreensão do que realmente aconteceu, não o que aconteceu no filme.

 

G: Como profissional, na sua visão qual a importância de relatar os detalhes verdadeiros sobre esse exorcismo?

T: Eu senti que era minha responsabilidade contar a história com precisão e, como eu disse acima, desapaixonadamente.

 

G: Como você vê essa ânsia pelo sobrenatural, em relação aos livros e filmes ultimamente?

T: Acho que as pessoas estão perplexas com a vida no mundo digital moderno, a supremacia da ganância como um motivo para viver. As pessoas querem acreditar que há algo espiritual vendo o que elas estão fazendo

 

G: Qual cena do ritual te chocou mais, assim que você soube?

T: Fiquei chocado ao ouvir o Padre Halloran dizer que viu os arranhões no corpo de Robbie sendo feitos por alguma entidade. Ele era um homem racional, um jesuíta orgulhoso de seu raciocínio e um capelão que, em suas palavras, “viu mais mal no Vietnã do que eu vi nesse menino.”

 

G: Você teve a oportunidade de conhecer a família que passou por esses horrores depois que tudo acabou? Como eles eram?

T: Escrevi duas cartas ao homem que tinha sido exorcizado. Ele não respondeu, e eu nunca quis incomoda-lo. Eu nunca consegui a identidade dele, mas seu nome foi publicado na Internet. Eu não tenho nenhuma intenção de encontrá-lo.

 

G: No que este livro influenciou na sua vida profissional e pessoal?

T: Eu conheci um monte de jesuítas e eu recebi um monte de cartas. Eu pensei em escrever um livro sobre o mal, mas nem o meu agente nem qualquer editor estava interessado. E passei a escrever muitos outros livros.

 

G: Qual era sua relação com os padres que fornecerem o material de pesquisa?

T: O Padre Halloran se tornou um grande amigo meu. Em 2003, ele morreu de câncer, com a 83 anos de idade. Ele era um homem muito racional.

 

G: William Peter Blatty procurou você para adaptar esta história ao cinema? Você chegou a fornecer algum material?

T: O filme e o livro saíram muito antes do meu livro ser publicado. Eu conheci Blatty, ele mora perto de mim. Nós nunca discutimos sobre qualquer colaboração posteriormente.

 

G: O Livro “Exorcismo” foi lançado pela Darkside Books em maio deste ano. A Editora tem em seu catalogo grandes livros de terror. O que você achou do cuidado que eles tiveram com sua obra e quais obras de sua autoria você gostaria que fosse publicada no Brasil?

T: Eu gostei muito do visual do livro, especialmente da encadernação. Eu gostaria que minha edição americana fosse tão boa quanto essa. Porque os meus livros são sobre não-ficção e sobre assuntos americanos, eu não acho que qualquer um iria ser interessante para os leitores brasileiros. Eu gostaria de ter um outro livro para que eles pudessem publicar.

G: O que você pode dizer para as pessoas que ainda não acreditam no sobrenatural?

T: Imagine dizer a alguém no século “X” sobre a eletricidade, ou mesmo dizer a seu bisavô sobre celulares. Ainda há coisas ao longo do horizonte, coisas que as pessoas do futuro vão entender.

G: Muito obrigado pela oportunidade e gostaria de dizer que gostei muito do livro. O que você poderia deixar de mensagens para os fãs brasileiros e para aqueles que ainda não leram “Exorcismo”?

T: Acredite no que você sente na sua alma. E também acredite naquilo que você aprende pela razão.

 

Atualizado…

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Exorcismo-2016

 

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Terminou de ler “Exorcismo”? Deixe nos comentários o que você achou do livro. Em breve teremos um resenha sobre o livro no site, fiquem ligados!

 

 

ATUALIZADO 01/07/2016.

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A Ganhadora do livro é a leitora: Larissa Marini!!!

Obrigado à todos que participaram!

Agradecimentos: Darkside Books, Evelyn Leandro, Pedro Cantele e Lucas Raspante (Tentando Ser Nerd).